EXPLOSÃO DA DENGUE. O QUE VOCÊ TEM A VER COM ISTO?

Já ouvimos falar bastante sobre este problema nos últimos anos, mas agora é o momento de chegarmos mais perto e refletir sobre esta epidemia uma vez que os dados recentes são bem alarmantes.

O verão chegou ao fim com uma explosão de casos de dengue no Estado de São Paulo. Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de registros da doença teve aumento de 2.124% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Até o dia 16 de março deste ano, o estado notificou 83.045 casos da doença. No mesmo período de 2018, foram 3.734 casos. A incidência é de 182,4 casos/100 mil habitantes. São Paulo registrou ainda, nesse período, 31 óbitos em decorrência da dengue.

Em todo o Brasil, a incidência também está alta. Os registros passaram de 62,9 mil nas primeiras 11 semanas de 2018 para 229.064 no mesmo período deste ano, até 16 de março.

Com isso, são 109,9 casos/100 mil habitantes. O número de óbitos pela doença também teve aumento, de 67%, passando de 37 para 62 mortes, sendo grande parte no estado de São Paulo.

Mas que vilão é esse que nos rodeia e que tem matado tantas pessoas assim? Trata-se de uma doença transmitida pelo já conhecido mosquito Aedes aegypti, trazido ao Brasil nos porões dos navios negreiros que vinham da África e que continham reservatórios de água. Na atualidade a Dengue já é considerada uma das principais epidemias do mundo.

O mosquito da dengue tem, em média, 0,5 cm de comprimento. Ele é preto com pequenos riscos brancos no dorso, na cabeça e nas pernas. O macho alimenta-se de frutas ou outros vegetais adocicados. Já as fêmeas se alimentam de sangue animal. A picada deste mosquito não provoca ardor devido a um anestésico que o mosquito inocula na pele humana. Atacam sempre pela manhã e no final da tarde a uma altura de 0,5 metro do chão. Fatores como a pluviosidade e a temperatura do ambiente, já que o Brasil está situado em área tropical, contribuem fortemente para essa propagação.

A dengue é uma doença viral que provoca febre aguda. Tem evolução benigna na forma clássica, e grave quando se apresenta na forma hemorrágica.

Existem quatro sorotipos de dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. O vírus tipo 4 não era registrado no Brasil há 28 anos, mas em 2010 foi notificado em alguns estados, como Amazonas e Roraima, apresentando risco às pessoas já contaminadas com os vírus 1, 2 ou 3, que são vulneráveis à reincidência da doença. Complicações podem levar pessoas infectadas ao desenvolvimento de dengue hemorrágica.

É bastante claro que este cenário sofre influência da letargia e inoperosidade do poder público que falha em suas ações de saneamento básico e de limpeza. Mas será que só isso seria suficiente para que este mal se propagasse de forma tão descontrolada? Certamente não. A propagação da Dengue está relacionada também ao comportamento negligente das pessoas.

Se os proprietários de imóveis não limparem piscinas, quintais, telhados, e se os donos de terrenos baldios mantiverem sujeira nas áreas sob sua posse, seguramente os números da dengue no próximo ano serão ainda maiores.

Mas quando se fala em dengue, parece ser mais fácil transferir a responsabilidade da prevenção para as autoridades.

O que se espera mais das pessoas é que, além de cobrar que os gestores municipais, estaduais e federais cumpram a parte que lhes cabe, elas também façam a seguinte reflexão: “isso também é problema meu”.

E você Demolay? Com certeza já parou para pensar sobre a gravidade deste problema?  Afinal, infelizmente, por causa desta terrível doença, até um de nossos irmãos perdeu recentemente sua vida.

Portanto a explosão da Dengue também é um problema seu. E como vemos ela é uma doença muito séria.

Comece desde já uma campanha em seu capítulo, escola e família, orientando as pessoas (e você mesmo, é claro) para que revisem seus ambientes, livrando-os de todo e qualquer depósito de água, suja ou até mesmo limpa, impedindo assim que os criadouros se estabeleçam.

Vamos lá! Mãos à obra!