Dia da Independência

São quase 200 anos da Independência do Brasil e a cada novo ano e comemoração nos cabe um mínimo de reflexão sobre a evolução do país e evolução da independência como um todo, política (territorial), intelectual e econômica.

Não há necessidade de explicarmos novamente a história da Independência do Brasil, está sempre estará recente e decorosa na mente dos brasileiros e, principalmente, dos DeMolays, como Patriotas e conhecedores da história de seus país. Entretanto, cabe trazer algumas reflexões sobre nosso papel enquanto cidadãos, DeMolays e pensadores livres.

Já fazem muitos anos que nos livramos das correntes, sejam elas territoriais, com a independência, físicas, com a abolição, ou intelectuais, com diversos movimentos em favor das liberdades e dos direitos, e a cada dia observarmos mais correntes, algumas novas, outras antigas, que ainda não foram rompidas, mas lutamos sempre para nos tornarmos independentes daqueles ou daquilo que quer nos controlar e aprisionar (metaforicamente ou não).

A Independência por si, foi apenas um ato isolado, mas o que estava por trás dela é que merece nossa atenção. Inconfidência Mineira, Conjuração Baiana, Revoltada Pernambucana, entre tantos outros movimentos convocados e organizados por membros indignados da população da então Colônia do Brasil, foram essenciais para enfraquecer o colonialismo e reforçar a liberdade. Como todo movimento político e intelectual, ou mesmo as revoluções, é sempre necessário o elemento humano para dar o tom da discussão e proclamar o que lhe é de direito, e nessa data proclamamos a Independência, não como um ato isolado de algum líder, mas como um conjunto de uma obra muito extensa, que congregava tanto a indignação quanto a esperança de um povo.

Na Independência do Brasil, mais do que uma data comemorativa, repleta de imponentes desfiles e bandeirolas, é um momento de avaliação enquanto cidadãos e DeMolays. Nossas ações, mesmo as intelectuais, podem definir e irão definir os rumos da Independência. Dia após dia lutamos por maior liberdade, expressão, reconhecimento e igualdade, e isso é parte do que nos define como seres e o que nos mantém evoluindo. A Independência é um processo contínuo. A indignação, os erros, a corrupção e outros desafios, são partes inerentes da construção de um país e de sua população, do mesmo modo que a esperança de liberdade.

Por isso, cabe a nós, DeMolays, revisarmos nossas motivações e juramentos, e como podemos tornar o Brasil ainda mais independente, não territorialmente, mas em igualdade, educação e liberdade para todos, sem distinção, pois só assim estaremos cumprindo com nossos preceitos e valores. Que continuemos tornando o Brasil melhor do que o encontramos e tendo sempre motivos para comemorar aquele fatídico dia em que fomos reconhecidos como um povo, como uma Nação.

Texto por Everton Lopes
Comissão de Educação e Cultura
Arte: Felipe Rodrigues