Incêndio no Museu Nacional

Texto da Comissão Estadual de Educação e Cultura
Redação: Everton Lopes
Foto: Alexandre Brum


Com a recente tragédia ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, onde o antigo e importantíssimo Museu Nacional foi destruído por incêndios, o tema ‘Cultura’ precisa vir à tona e nós precisamos, urgentemente, repensar prioridades.

Ontem, 02 de setembro de 2018, tivemos uma tragédia anunciada: o Museu Nacional estava em chamas. Uma tristeza, mas não uma surpresa. Vários anos sem receber as verbas necessárias para sua manutenção e segurança, vimos o descaso atingindo seu ápice e o Museu Nacional seu derradeiro fim. As glórias de outrora foram substituídas pelas cinzas da desvalorização. A Quinta da Boa Vista mantém apenas o nome, mas a visão que temos é de esquecimento.

A destruição irresponsável de mais de 200 anos de história da nossa Nação e mais tantos outros séculos de história do nosso continente, anuncia uma era de preocupação quanto às nossas prioridades. Seria a Educação e a Cultura uma prioridade?

O Museu Paulista, da Independência, fechado há cinco anos para reforma, corre o mesmo risco de cair no esquecimento e ser sucateado pela desvalorização e, por falta de verbas, ficará, no mínimo, mais quatro anos fechado, demonstrando a importância que nossa história (e a história da nossa liberdade) têm para o seu povo.

A Cultura não é apenas um instrumento pelo qual entretemos os cidadãos com o passado e tradições, mas um meio de expressão da construção humana e da identidade de uma nação, de fortalecimento do espírito e orgulho nacional, um alerta do passado e um presságio da construção social.

A Cultura e a Educação são e sempre foram os instrumentos para fortalecimento ou repressão de um povo, são tanto capazes de unir, quando ampliados, incentivados e libertados, como de segregar, quando manipulados, suprimidos ou extintos, e assim pressagiar o futuro de uma Nação.

Sendo tratada como gasto supérfluo, a Cultura faz parte da nossa História e da nossa Educação. Não é exótico, não é um luxo, não é lazer, é identificação nacional, preservação da História e construção da Educação. A Cultura nos permite entender a natureza humana, observar a história com os olhos de todo um povo e nos livrar das amarras do passado, para que não o repitamos.

E nesse momento de desalento para a Cultura e Educação, clamamos pela manutenção da nossa nação, clamamos por medidas de Educação, clamamos pela preservação da nossa identidade!

Cada DeMolay, cada Maçom, cada Cidadão tem o dever de ser guardião daquilo que nos torna um povo, tem a obrigação de lutar pela preservação da Cultura, da Educação, da História e da Liberdade! Tem a obrigação e o dever de cobrar pelo que lhe é direito, o direito de ser uma Nação!

Que esse trágico episódio seja o estopim para uma era de preocupações e priorizações e que cobremos daqueles que elegemos a proteção da nossa Identidade, da nossa Cultura e da nossa Educação e que reprovemos aqueles que desejem o seu fim.

A Comissão de Educação e Cultura do Grande Conselho Estadual da Ordem DeMolay do Estado de São Paulo (GCESP) tem grande pesar em ter de realizar seu texto inaugural motivado pela tragédia e pelo descaso, mas que possa servir de alerta e que sirva de força motriz para que possamos mudar o país e cumprir com nossos votos, tornando-nos defensores ferrenhos e heróis na luta pela preservação da educação e da cultura.

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